Sábado, Novembro 21, 2009

Sr. Ahmadinejad, os números não mentem




Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Protesto subscrito por 50 veteranos e militares da reserva contrarios a visita do Presidente do Iran

Nós, abaixo assinados, Veteranos da FEB, Ex-Combatentes, Militares da Reserva R/1, R/2, R/R, RNR e Reformados das Forças Armadas e Auxiliares do Brasil, Amigos e Simpatizantes, expressamos nosso repúdio e protestamos contra a visita do Presidente da República Islâmica do Irã, Sr. Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil.


Entendemos que o Brasil não pode ser anfitrião de alguém em missão oficial pregando idéias que vão de encontro aos ideais de igualdade que o nosso país defende. Ao postular a destruição de uma Nação Amiga soberana e negar o Holocausto, desqualifica-se para ser acolhido oficialmente em um país que enviou tropas para combater estes mesmos inimigos da democracia e da liberdade que cometeram o inominável genocídio que passou a ser conhecido como Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial. O Brasil, defensor da democracia e dos ideais de liberdade, recebeu de braços abertos milhares de sobreviventes desse terrível massacre que ele nega despudoradamente,

Em honra à memória dos milhões de vítimas desprezadas pelo visitante, dos milhares de brasileiros desaparecidos nos torpedeamentos dos navios nacionais, dos combatentes das Forças Brasileiras de Terra, Mar e Ar vitimados nesta luta, dos milhões de soldados e civis desaparecidos, e dos 6 milhões de seres humanos que pereceram brutalmente assassinados no Holocausto cinicamente negado pelo indesejável visitante, protestamos veementemente contra a sua presença nesta terra onde se prega a igualdade e a luta contra a discriminação.

Tenente da Marinha MELCHISEDECH AFONSO DE CARVALHO
PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DA ASSOCIACAO DOS EX-COMBATENTES DO BRASIL

Ten Manoel Adão Floriano, Presidente da ANVFEB – Associação Nacional dos Veteranos da FEB – Força Expedicionaria Brasileira.Na FEB foi Sargento do Regimento Sampaio.

Ten Juventino da Silva, Presidente da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, Seção de Nova Iguaçú – RJ. Na FEB serviu no Regimento SAMPAIO

Major Antonio André, Diretor de Patrimônio da ANVFEB – RJ. Na FEB serviu no Pelotão de Transmissões.

Veterano Ten R/2 Dr Israel Rosenthal- ex-combatente da FEB, Presidente do Conselho Deliberativo da ANVFEB

Cel R/1 Herbert Andrade de Seixas Duarte, Diretor Secretario da ANVFEB – RJ

EUCLYDES BUENO FILHO
RG 011570000-7 MIN DA DEFESA
General de Brigada Engenheiro R/1

Noaldo Alves Silva, Cel. Art, Ref, EB, Idt 100238840-1 MD, Exérciro Brasileiro, CPF 032406497 72, protesto e associo-me aos abaixo assinados, contra a visita do Pres. da Rep. Islâmica do Irã ao Brasil. Sou também Pres. da AsEFEx, Associação dos Ex-alunos e dos amigos da Escola de Educação Física do Exército.

Ten R/2 ART Sérgio Pinto Monteiro Turma 1961 CPOR/RJ - – 019795790-5 MD – Presidente do CONSELHO NACIONAL DOS OFICIAIS DA RESERVA DO BRASIL - CNOR

Ten R/2 ART Tu 1965 Egas Moniz de Aragão Daquer- 024994447-20, Juiz de Direito

Ten R/2 Marcello Capparelli Moniz de Aragão Daquer – 01846 2613-3

Ten R/2 Clavery – Presidente da Associação de Oficiais da Reserva R/2 de Petrópolis – RJ e membro da ADESG

Ten R/2 ART Paulo Coimbra Sauwen – 024377837-68 – Eex-Presidente da Associação dos Ex-Alunos do CPOR/RJ

Ten R/2 MAT BEL Ruyberto S. de Oliveira – 582192497/68, Diretor de Mobilização da Associação dos Oficiais da Reserva do Exercito – AORE-RJ

Ten R/2 INF Pqd Paulo Sérgio Lima Araújo - Diretor AORE/RJ –
Ten R/2 Israel Zukerman- 1G979120 MEX – Diretor da Guarda Bandeira – AORE/RJ

Apoio este abaixo assinado.
JOAO LOPES DE ARAUJO JR.
POSTO: 2 TEN R/2
CPF: 487.127.014-91
Vice-Pres da Associação Paraibana de Oficiais R2 da Reserva do Exército
Representante da Liga da Defesa Nacional na Paraíba

ZENAIDE MARIA TAVARES DUBOC
RI - O40139125-5 - EXÉRCITO BRASILEIRO
CPF - 261.857.766.34
FILHA DO VETERANO DA FEB - MAJOR ÁLVARO DUBOC FILHO
COLABORADORA DO SITE WWW.ANVFEB.COM.BR

JOSE CARLUCIO GOMES DE SOUSA CEL INF R/1 IDT 02044182-1
Dr. Afonso Arlindo, Advogado, Medalha do Pacificador
CMG Ref.Henrique Araújo de Souza, Marinha, ID.: 190.012 MM.
CEL INF e EM ARNALDO DE LIMA NOVAES-RG 032098090-REFORMADO

Alexandre Cherman
Solicito a inclusão de meu repúdio contra a visita do presidente do Irã ao Brasil.
Alexandre Cherman - Capitão-de-Mar-e-Guerra (RM1-Md) - identidade 319247 – Marinha do Brasil.

Faço minhas as palavras de repudio a visita de Ahmadinejad ao Brasil.
Dário Sion
1 Ten R/2 Inf CPOR-SP
Vice Presidente ABORE –SP Associação Brasileira de Oficiais da Reserva do Exercito.

Isaac Dahan
2o. TEN R/2 Infantaria - Turma de 1967 - CPOR/8
Profissão: Médico
Exerce atualmente também a função de Oficiante Religioso da Sinagoga de Manaus. RG 1468 CRM-AM

ANTONIO JOSE BARROS DA SILVEIRA
1° Ten R/2 Art Turma de 1965 CPOR/RJ
Identidade 1G 580.210

BORIS SITNIK - 2o. Ten. R2 de Engenharia. Turma 1966 do CPOR-SP
RG 1.688.459-6/PR INSTITUTO CULTURAL JUDAICO-BRASILEIRO BERNARDO SCHULMAN (Comunidade Israelita do Paraná)

Luiz Alberto da Costa Fernandes – Ten R/2 Eng - CPF 245293387-20
Milton N. Reis - 2º Ten R2 Art
Carlos Jayme S.Jaccoud - 2º Ten R/2- 47.735 M.Ex.

Venho protestar contra a visita do Presidente da República islämica do Irá Sr. Mahnoud Ahmadinejad ao Brasil.
Aderbal Martins 2º Ten R/2 inf

Alessandro ANDREI DEUSCHLE da Silva – 1º Ten R2
Vice-Presidente da AORE/DF
Assessor Especial da Delegacia da Escola Superior de Guerra em Brasília-DF

Lúcio Fagundes Marcon
RG: 113987654-2 MD/EB
Filho do Ten Cel Marcon.

Ten R/2 ART Tessis – Brasília – AORE-PLANALTO
Ten R/2 Ubirajara Caetano Salma- 16-030 306 A (M.Def)
Ten R/2 ART Sérgio Emygdio Cabral- 80.1.06.556-6
Ten R/2 Jorge Garcia- 04685-0
Ten R/2 Carlos Alberto Ferraz- 3.426.671
Ten R/2 COM Johnny Veríssimo – 376638775-3
Ten R/2 L.R. Zdanowski, CPOR/RJ INF Tu Mar RONDON 1965 – 10849027-53
Ten R/2 INT Antônio Carlos Leal – 1.781.914 IFP
Ten R/2 ART Fernando Ramos Paz F°– CPOR/RJ Tu 1965 - 01580 220-2 M Ex
Ten R/2 INT Eliezer de Moura Cardoso– 038310007-00 – Turma Olavo Bilac 1959 CPOR/RJ
Ten R/2 Cláudio Madureira – 019098302-3
Ten R/2 Jorge Vaz Turma 1956 – 16819273
Ten R/2 Paulo C.V. Miranda- 80818189.5 IFP
1°. Ten R/2 ART Paulo Grey Ribeiro- 018192970-4
Ten R/2 Miranda – 012319151-2
Ten R/2 Roberto Oliveira-8855538 IPF
Ten R/2 INF Tu 1953 Bension Akerman – 042.083.407.97
Tem R/2 Art Israel Blajberg, 3°. Vice-Presidente da AHIMTB.

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Protesto contra a visita do presidente Ahmadinejad

A Nova Escola Judaica tem como um de seus pilares a diversidade, que se caracteriza pelo convívio com as diferenças e a capacidade de estabelecer um diálogo construtivo com o outro, que objetiva o crescimento mútuo. Tudo isso embasado nos valores judaicos de justiça e respeito à dignidade do ser humano. Não poderíamos, então, deixar de nos manifestarmos em virtude da visita de um dos chefes de estado que mais infringe os direitos humanos em seu país e prega a destruição de um povo, reeditando os horrores da propaganda hitlerista.

Não é possível conjugar o verbo "educar" distante das noções de humanidade, respeito e tolerância. E justamente, motivada por sua natureza, a Nova Escola Judaica lamenta a recepção oficial que gozará o chefe de estado do Irã, Mahmud Ahmadinejad.
Porque, um regime que defende abertamente a extinção física de um país e que desconsidera milhões de vítimas do holocausto nazista, não é capaz de ensinar algo de bom.

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Manifestantes protestam em SP pela Liberdade no Irã

Mais de 2 mil pessoas (segundo dados da Polícia Militar) participaram na tarde deste domingo (15/11), em São Paulo, de uma manifestação multicultural promovida pela Frente pela Liberdade no Irã. A notícia repercutiu não só na mídia brasileira, como na de Portugal, EUA e nos blogs do Irã, entre outros.

Nem todas as emissoras de TV, jornais ou sites conseguiram transmitir a vibração do público e dos organizadores da manifestação. O protesto contra a visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, marcada para o próximo dia 23, foi realizado na Praça dos Arcos e reuniu diversos movimentos sociais e grupos religiosos em solidariedade ao povo iraniano.

Importante salientar que a FLI já recebeu mais de 190 mensagens no twitter, direto de Teerã. As mensagens agradecem o apoio, confirmando a importância da solidariedade da sociedade brasileira

1,5 mil pessoas em protesto contra a visita de Ahmadinejad

Cerca de 1,5 mil pessoas participaram na tarde de domingo, 15, em São Paulo, de um protesto contra a visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, marcada para o próximo dia 23. A manifestação ocorreu na Praça dos Arcos e reuniu diversos movimentos sociais e grupos religiosos.

Manifestações ocorreram simultaneamente em dez capitais brasileiras neste domingo (15). Além de São Paulo, atos foram realizados em Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Manaus (AM), Boa Vista (RR), Belém (PA), Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO). Nesta semana, um protesto também deve ocorrer no Rio de Janeiro. No Distrito Federal, o ato ocorrerá no dia 23 --mesmo dia da visita--na Esplanada dos Ministérios.

Um dos organizadores do movimento em São Paulo, Boris Ber, presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, disse à Agência Brasil que a manifestação não é contra o povo do Irã, mas um protesto contra o presidente "que nega deliberadamente o Holocausto" e prega o fim do estado de Israel.

"Alguém que nega a história e alguém que não fala de futuro, como disse Shimon Peres, não agrega nada ao Brasil", disse Ber, ressaltando que mesmo uma relação estritamente comercial com o Irã não representaria muita coisa ao Brasil.

Os rabinos Michel Schlesinger e Ruben Sternschein, da Congregação Israelita Paulista, também participaram do protesto. "Esperamos que o presidente Lula, com sua sensibilidade popular, se quiser conversar sobre paz com Ahmadinejad, faça-o discretamente, em qualquer lugar, sem violar o espírito humano e democrático do povo brasileiro", assinalou o rabino Ruben.

Noticia da Manifestação, na Globo.Com: http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL1380259-16020,00-CENTENAS%20DE%20PESSOAS%20PROTESTAM%20CONTRA%20VISITA%20DE%20AHMADINEJAD.html

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Shimon Peres fala à Comunidade em Ato Pela Paz


O presidente de Israel, Shimon Peres, foi homenageado nesta quinta-feira, em evento na Hebraica, em São Paulo, que contou com a presença de uma plaéia de cerca de duas mil pessoas. Primeiro chefe do Estado israelense a visitar o Brasil em quatro décadas. Peres fez um discurso emotivo, no qual reforçou seu compromisso com a paz e declarou "seu profundo amor" pela comunidade judaica brasileira. A homenagem contou ainda com apresentações artísticas que tiveram a paz, os laços entre Brasil e Israel e o uso racional da água como temas, além de discursos do presidente da Confederação Israelita do Brasil, Claudio Lottenberg, e do presidente da Hebraica, Arthur Rotenberg.

Peres, prêmio Nobel da Paz de 1994, falou de sua admiração pelo Brasil. "Quando estive com Lula e com membros das instituições parlamentares, vivi uma das manifestações mais emocionantes. Os presidentes da Câmara e do Senado fizeram discursos, mas o mais caloroso foi o do presidente da Câmara [Michel Temer (PMDB-SP)], que é de origem libanesa. Se árabes e judeus podem viver aqui assim, nós podemos viver assim no Oriente Médio", declarou Peres. O presidente israelense também criticou o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, que nega o Holocausto e prega a destruição de Israel.

O presidente da CONIB, Claudio Lottenberg, lembrou em seu discurso que o atual chefe de Estado israelense é, além de um dos personagens mais importantes da história do povo judeu e de Israel, um visionário: “O presidente de Israel não cansa de alertar sobre a crescente relevância da ciência e da tecnologia em nosso mundo contemporâneo”.

Lottenberg anunciou também o acordo a ser assinado em Brasília entre CONIB e o governo brasileiro, com o objetivo de levar programas de capacitação técnica de médicos e profissionais de saúde, a países em desenvolvimento, principalmente na África. Lottenberg declarou ainda o desejo de montar programas internacionais de cooperação que unam esforços do Brasil e Israel para levá-los a nações que enfrentam graves adversidades.

No evento, o músico Tobias, da escola de samba Vai-Vai, cantou o Hino Nacional, seguido por Avi Burztein, cantor litúrgico que executou o Hatikva (hino de Israel). As atrações da noite incluíram apresentação de dança do grupo Shalom, que em suas coreografias encenaram a ligação entre Brasil e Israel e a relação com a água, e a escola de samba Pérola Negra, que animou a platéia com a música “País Tropical”, famosa na voz de Jorge Ben Jor, cantada em português e em hebraico.

Domingo, Novembro 15, 2009

Discurso do Governador José Serra ao Receber o Presidente de Israel Shimon Peres

Tenho a honra de dar as boas vindas a Sua Excelência Shimon Peres, Presidente do Estado de Israel, em nome do Estado de São Paulo e em meu nome pessoal. Não é todos os dias que uma cerimônia tão simples como esta vai além das formalidades e permite homenagear um estadista que personifica toda a história política de seu próprio país e que teve uma presença ativa em alguns dos principais momentos do século 20 e deste século.

Seu envolvimento com a política e com a história do Oriente Médio começou em 1940, há quase 70 anos, com menos de vinte anos de idade, recém-chegado à Palestina, então sob mandato britânico. Naquele ano, Shimon Peres foi um dos fundadores do Kibbutz Alumot e eleito secretário de um movimento de juventude.

Estamos na presença de um estadista que dedicou toda a sua vida a construir, defender e desenvolver o seu país, empenhando-se, ao mesmo tempo, em romper as barreiras que as diferenças étnicas e religiosas, e as sucessivas guerras, não cessaram de reerguer. Shimon Peres foi o inspirador e participante de importantes iniciativas em benefício da paz.

Já em 1975, como ministro da Defesa, negociou o Acordo Provisório com o Egito que pôs fim à guerra, e estabeleceu a política de boa vizinhança com o Líbano.

No governo de União Nacional entre a Aliança de esquerda e o Likud, a partir de 1984, como primeiro-ministro, iniciou as conversações que levariam, já na condição de Ministro do Exterior, em 1987, ao Acordo de Londres com a Jordânia. Esse acordo previa uma Conferência de Paz do Oriente Médio, com a participação direta de Israel, Jordânia e Egito, mas o gabinete liderado pelo Likud, do premiê Yitzhak Shamir, recusou-se a assinar.

Seu maior feito, que lhe proporcionou o Prêmio Nobel da Paz de 1994, juntamente com o premiê Yitzhak Rabin e Yasser Arafat, foi a assinatura dos Acordos de Oslo, que levaram ao reconhecimento de uma Autoridade Palestina na faixa de Gaza e em parte da Cisjordânia. As conversações com a OLP de Arafat haviam começado secretamente desde que o Presidente Peres havia assumido o cargo de vice-primeiro ministro e ministro do Exterior do premiê Yitzhak Rabin.

Mais tarde, depois de suceder a Rabin como primeiro-ministro, após seu assassinato por um fundamentalista judeu, em 1995, criou o Centro Peres para a Paz, dedicado a avançar o processo de negociações por meio de acordos econômicos e sociais com os palestinos.

Quero expressar alguns dos meus sentimentos e convicções pessoais suscitados por sua visita, presidente Shimon Peres, à sede do governo de São Paulo.

1 - Tenho enorme admiração por Israel. A terra que abriga relíquias sagradas de três religiões mantém vivo o que eu ousaria chamar de um milagre dos homens: o regime democrático.

2 - Quem nega o Holocausto dos judeus agride de modo indelével a memória de um povo. E agride toda a humanidade.

3 - O estado de Israel foi criado para que, dos escombros do horror, florescesse, como floresceu, a esperança de paz e segurança para o povo judeu. Ao nascer, Israel mostrou logo que não era uma promessa a mais, e sim um fato. Não é uma peça negociável e permutável no concerto das nações. Cumpriu-se, com justiça, um destino. Falta agora que se cumpra a paz.

4 - Paradoxalmente, a história de Israel é, a um só tempo, muito curta e muito longa, confundindo-se com os tempos imemoriais, quando a humanidade começou a plasmar valores éticos que ainda hoje nos guiam. De sua história recente, lembro da penosa decisão de Ben Gurion, no começo do começo de Israel, de afundar o navio Altalena, carregado de armas, porque radicais do seu próprio povo haviam feito a opção errada pelo confronto, e não pelo entendimento. Ben Gurion demonstrou ali que queria, de verdade, a paz. E, empregando o termo “navio” como uma metáfora, observo, senhor presidente: “Aqueles que querem a paz têm de ter a coragem de afundar o próprio navio do terror”.

5. Entendo que o terrorismo significa a negação da política, e aqueles que o praticam ou promovem não são nossos interlocutores: têm de ser duramente combatidos.

6 - Acreditamos na coexistência pacífica dos povos; acreditamos que Israel e seus vizinhos árabes podem trilhar o caminho da paz; apoiamos, como apóia a maioria dos israelenses, a criação de um estado palestino desde que garantida a segurança de Israel. E, por isso mesmo, entendemos que só acontecerá o melhor se o terreno dos confrontos e das diferenças for a política. Para que possamos reconhecer o “outro”, é preciso que este “outro” também nos reconheça.

7. Exatamente por isso, e porque é preciso reconhecer o outro para ser, por sua vez, reconhecido, quero prestar aqui um tributo a V. Excia., presidente Peres, pela coragem de elogiar publicamente o espírito democrático e a disposição para negociar de Mahamoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, e pelo apelo que tem feito para que ele não renuncie a candidatar-se à reeleição.

8. O Brasil foi um ator relevante na criação do Estado de Israel. Sob a presidência de Oswaldo Aranha, a 49ª Sessão da 2ª Assembléia-Geral da ONU aprovou, no dia 29 de novembro de 1947, a partilha da Palestina com o povo judeu. Não há circunstância que abale o que é um traço do nosso povo: a defesa da paz e do direito que têm os povos de conduzir o próprio destino. Esteja certo, pois, de que a população brasileira reconhece o direito que Israel tem de viver em paz e em segurança. Não vive em paz quem está inseguro; não vive seguro quem não está em paz. Não pode haver segurança onde não há paz. Mas não pode haver paz onde não há segurança.

Saiba, senhor presidente, que Israel tem neste governador de Estado um amigo. Mais do que isto: Alberto Goldman, vice-governador do Estado, é judeu. Felizmente, os judeus estão em todos os cantos do Brasil, deixando sempre as marcas do humanismo, do seu trabalho, dos seus valores culturais, de sua solidariedade.

Presidente Shimon Peres: esperamos que permaneça ainda por longos anos empenhando-se na defesa no seu país e na luta pela paz entre os povos do Oriente Médio.

Benvindo a São Paulo!

Shimon Peres ataca presidente do Irã durante encontro com judeus em SP

“Ele não tem uma mensagem de futuro, por isso não terá futuro”. Foi assim que Shimon Peres, presidente de Israel, referiu-se a Mahmoud Ahmadinejad, mandatário do Irã, durante um encontro com judeus e jornalistas na noite desta quinta-feira, no clube “A Hebraica”, em São Paulo.

Sob um forte esquema de segurança, o político concentrou grade parte de seu discurso nas críticas ao polêmico presidente iraniano, que deve desembarcar no Brasil no próximo dia 23.

“Penso que vocês não querem um mundo com urânio enriquecido, cheio de destruição e violência. E é isso que ele quer. Uma pessoa como ele - que agora se acha até historiador e nega o holocausto - não terá futuro”, afirmou Peres.

Questão palestina

O presidente israelense também defendeu em seu discurso a convivência pacífica entre os povos e ressaltou a boa convivência entre árabes e judeus no Brasil. Segundo ele, a participação do presidente da Câmara, Michel Temer - de origem libanesa -, na homenagem feita a ele em Brasília foi “emocionante” e “surpreendente”.

“Quando desci do palanque, um deputado me abraçou - como fazem os latinos - e disse que era sírio. Fiquei emocionado. Se árabes e judeus podem conviver bem aqui, por que isso não pode acontecer lá?”, questionou.

Apesar de afirmar que os 61 anos da existência de Israel foram marcados por ameaças, Peres disse que como bons judeus, eles nunca ficarão satisfeitos enquanto não tiverem paz e convivência pacífica. “Os problemas de segurança têm que terminar. Nós já fizemos as pazes com a Jordânia e acredito, sim, que vamos conseguir o mesmo com a Palestina”, disse o presidente.

Peres defendeu também a inteligência na busca pela paz. “Nós estamos em um território 400 vezes menor do que o Brasil. Não temos petróleo, ouro, nem água, mas é melhor viver da cabeça e do espírito do que de poços de petróleo. Já somos o primeiro país no campo da biotecnologia e 18% dos instrumentais médicos do mundo vêm de Israel. Assim, a luta pela paz deverá ser feita com a cabeça, e não com Exército”.

Visita pelo Brasil

Desde que chegou ao Brasil na última terça-feira para uma visita de seis dias, Peres pediu paz no Oriente Médio e se encontrou com o presidente Lula para negociar um acordo na área da defesa para o combate ao terrorismo.

O político também participou de um seminário, em São Paulo, com empresários brasileiros e israelenses e se encontrou com o jogador de futebol Ronaldo.

Nesta sexta-feira, o presidente de Israel passa o dia no Rio de Janeiro, onde se encontrará com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, com o governador do Estado, Sérgio Cabral, e com o prefeito da cidade, Eduardo Paes. A visita termina no domingo, quando Peres embarca com destino a Buenos Aires, na Argentina.

Fonte: http://www.band.com.br/jornalismo/mundo/conteudo.asp?ID=221656